Por que me detestates?
- Buda
- 4 de set. de 2020
- 1 min de leitura
Por que me detestates?
Por que não agreguei como deveria ou por não ter o que confortar?
Lembra daquele beijo de conhaque e carne, manchado com meu sangue?
Lembro que você veio a mim, minha quietude, você arrombou com maçarico.
Cobiça havia em seu olhar, injúrias no seu balançar, penar no seu fumegar.
Gastamos nosso inglês para disfarçar medos e dúvidas.
Seguros de si, endividados com o torpe, tecemos nosso negócio.
Seu dinheiro perdeu na troca, seu crédito recusado na porta.
Como outrora, saia e leve seu dote, não duvide da sua sorte.
Me trate com malícia que vou te dar um pinote. Volte e amaldiçoe em meu cangote.
Por que me detestates?
Por ser como a água e trair suas espectativas?
Relaxa, não será a primeira e nem a última.
Lord Buda
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