Passagem
- Buda
- 17 de nov. de 2019
- 1 min de leitura
Em minha fugaz quietude
Senti nos poros, sangue e ossos
Os devaneios que as lembranças causam
Lembranças de um tempo nostálgico
O coração bombeava forte
A visão embassava
A pressão extinguia
A garganta ressecava
O pulmão queimava
E o fígado inchava,
Assim como o restante
Do que restou de mim
Reencontrar amigos
Rir, se impressionar e gritar
Até perder a voz
Carecia de poder
Se sentir um renegado
Mesmo com tamanha
Felicidade preenchida
Em meus olhos
Não bastou para impedir
A angústia que estraçalhava
A carne pútrida com corantes
Açúcares e ervas
Repassaram a vez
Alguns fraquejaram
Outros permaneceram
A maioria superou
Não há motivo para tornar
A experiência dos brotos
Desagradável
É apenas egoísmo
Que impeço de progredir
Autor: Gustavo Santos Batista
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