O crítico
- Buda
- 20 de out. de 2019
- 1 min de leitura
Saudações! Bem-vindos à Shangri-la
Lugar que testemunhamos o mundo girar!
Ouçam com atenção às súplicas
De um exegeta afogado em aflição.
Não me recordo quando busquei a arte e literatura se tornaram parte de mim.
Só sinto que esta unidade diversa
Propõe uma realidade abstrata.
Confesso que nunca fui apto
Nem tampouco expressar de maneira
Que pudesse por à tona minha essência.
Desde curso de idiomas, música, paleografia,
Oratória e belas-artes ou frequentando
Ambientes propícios à reflexão,
Propiciaram ao meu ser transcender minha percepção.
Leio escritores renomados e desconhecidos
Busco enriquecer-me em literatura vitoriana, romântica, barroca, moderna, underground, policial, filosófica, teológica, antropológica, científica e proibida.
Tudo na vã esperança de destrinchar e transformar todo essa miscelânea de conhecimento adquirido em anos.
Porém, tudo se desfez nos dias seguintes.
Enfrentei a dura realidade de ser uma mera
Testemunha crítica, contudo, sem talento.
Tenho apenas o tato de identificar algo valoroso.
Como um corsário que empilha seus saques
Ou um dragão que se reveste em ouro e diamantes.
Identificar algo de pura essência ou se é
Mais uma representação de algo milenar
É tão simples, que se torna tedioso.
Sim meu caro leitor,
Sou apenas um eremita que vaga
Em vestes empoeiradas que detém
Um precioso talento: empalhar cabeças.
E quando este Elder caducar
Certamente minhas aflições e anseios
Determinará a sobrevivência de uma geração.
Se isso pode ser considerado
Uma manifestação artística
Não sei dizer
Mas sei que as pessoas visionárias, loucas, esquisitas, eufóricas, poderosas, idealistas
Perpetuarão nesse cômodo:
Esquina da Bahia com Augusto de Lima.
(Trimlililim)
"Saudações! Bem-vindos à Shangri-la!"
@convoqueseubudah
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